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Tempestade

por José, em 14.11.25

Enchem as ribeiras
Engolem os torrões
E geram espuma e aflição
Invadem os lameiros
Sobe a água nas casas
Fecharam os olhos à construção
O leito é de cheia
Não é para erguer habitações
A mudança do clima exagera a tempestade
Ainda assim persistem outros problemas
A rede de esgoto não aguenta as águas pluviais
O lixo entope o escoamento
As calçadas estão com obras
Os carros atafulham os projectos
Morreu um casal na intempérie
Fica a dúvida se a emergência é adequada
Se devo acudir primeiro aos efeitos do clima
Ou se devo fazer o que por décadas não foi feito
Tenho uma única certeza
Precisamos agir hoje antes que mais corpos sejam apanhados a boiar
Sabem que depois ninguém será culpado
A irresponsabilidade não pode combinar com ignorância

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:04



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