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A chuva bate forte nos telhados
Escuta-se até nas frestas das janelas
Regala a erva verde dos quintais
As próprias laranjas ganham cor
A água é gelada com promessas de neve
O Sol não espreita no céu cinzento
O vento chama em breves rajadas
Tudo parece martírio entre as estações
A lenha arde no fogão e mal aquece
São as letras que ressoam no computador
A ligação à Internet sofre interrupções
A imaginação também surta com o cenário
O chá quente tinge a esperança
O hábito não circula entre os ausentes
E a motivação rebola entre a vontade
Sou capaz de acrescentar memórias ao já vivido
Nunca serei capaz de embalar na escolha o corpo frio
José Gomes Ferreira
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