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Nunca tive o desejo ofegante de me mesclar na multidão
Também nunca tive receio de ajuntamentos
Gosto de me situar nas imersões
Aprecio o gotejar do silêncio
Os momentos sem pressa a desafiar a contemplação
Sem rupturas nas tentações colectivas
E sem o lamento do tempo perdido
Apenas em vigília do pensamento e das sínteses
Como que a abraçar o mundo nas tendências
Sem questionar rumos ou devoções
Mas a sentir a diversidade de mudanças
Só que sem ocultar a sensibilidade do palco
E sem apartar as alforrecas e os grãos de arroz
Deixando cada um no seu universo metafórico
E cada corpo nos espasmos das ideias
O mesmo não significa que me deixe sugar pelos consensos da obediência
Os instantes de encantamento superlativo não correspondem à aceitação dos males
José Gomes Ferreira
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