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Recorte

por José, em 25.01.23

O vento gélido de Norte abana as laranjeiras
Sacode as convicções e deixa na pele um frisado cortante
Como gume que separa as intenções da elegância da saudade
Ao Sol o rosto brilha como figuras públicas
Ressalta as tonalidades e os anos que foram de juventude
À sombra até o cabelo inverte o movimento e o nariz pinga sem vergonha
Nos caminhos os grãos de areia marcam os passos
O som estridente do contacto alerta a natureza
Fora disso não se escuta vivalma nos campos
O único ruído é das cores fortes da estação
Do bailado entre os tons carregados de azul e verde do céu e da terra
Apenas pequenos pássaros sobrevoam o horizonte e depenicam o solo
Na horta escondem-se lagartas e caracóis
Deixam a sua assinatura nos vegetais e no prejuízo
Nas ruas as conversas são mais curtas, não vá o frio paralisar as palavras
Quem bate forte é o coração, aguarda sempre noticias, mesmo sem definição de remetente
A paz da aldeia acomoda-nos ao ciclo da vida
É a atracção do lugar pela busca de paz e observação do infinito

José Gomes Ferreira

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publicado às 09:58


3 comentários

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De T. a 25.01.2023 às 10:34

Que poema Bonito josé!
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De José a 25.01.2023 às 10:39

Muito Obrigado 😊😊
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De T. a 25.01.2023 às 10:47

De nada :)

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