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Processo eleitoral em curso

por José, em 06.12.25

A situação política e social portuguesa merece atenção por parte do governo, da oposição e de todos nós. Desde logo pela subversão das candidaturas à Presidência da República, que mais parecem candidatos a uma qualquer comissão de festas pelo país fora, mas já lá vamos.
O tema central do momento é a greve geral, que o governo menospreza, na verdade goza, assumindo-se como dono da razão, desvirtuando o que não fazia parte do programa eleitoral e prometendo que, assim, o salário mínimo vai chegar a 1500 euros. A concretizar-se, metade dos emigrantes regressam ao país e levam Montenegro em ombros. Quando o Chega entrar na espiral descendente, que é inevitável, quero ver se Montenegro continuará a fazer troça dos portugueses.
Mas não se pense que o Partido Socialista andar melhor. José Luís Carneiro é o líder administrativo, António Costa, que na Europa é uma nulidade, na sombra continua a dirigir o partido. Não tenho nada contra António José Seguro, mas sempre ficou claro que não tem perfil para candidato à presidência. A narrativa da transparência e isenção não serve para nada, é politicamente frouxo, o que motivou que Costa lhe tivesse passado a perna. O candidato natural do PS seria António Guterres, mas nessa eventualidade até Costa queria a maior fatia do bolo.
O surgimento de candidatos que não dizem ser do partido A ou B, mas isso é conversa para boi ouvir, mostrou que é necessário repensar a lei eleitoral. Vimos muito alarido para mudar a Constituição, mas geralmente para desviar a atenção ou por falta de melhores propostas. Por ser o mais preparado e ter a máquina do PSD ao serviço, e saber mexer os cordelinhos, Marques Mendes vencerá a primeira volta. O sr almirante torpedeiro não é moldado para o cargo, apenas se acha. Diz ser apartidário, mas está claramente a querer motivar o eleitorado do PS e parte da AD. O facto de não estar na política somente significa que não tem preparação para o cargo. Sobre Seguro já falei. Ser boa pessoa é insuficiente. Ventura é o oportunista de sempre, não quer ser coisa nenhuma, mas quer aparecer para baralhar tudo. E Cotrim é o bem falante, com apoios de certas castas, mas que não tem condições de ser o segundo mais votado.
São todos tão fraquinhos que o ideal era não eleger nenhum. A ideia do voto útil pode favorecer Marques Mendes, na primeira e segunda volta. Fica difícil adivinhar com quem disputará essa segunda volta. Não creio que a questão do voto útil pese tanto. No meu caso o voto útil apenas significa que não votarei em Ventura. Respeito o eleitorado, mas o candidato é um mero predador com interesses próprios, não é o país que lhe interessa. A propósito disso, é incrível como os candidatos surgem mais com perfil de governo e menos de presidente. Não creio que desconheçam a Constituição.

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publicado às 15:47


4 comentários

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De Anónimo a 06.12.2025 às 18:09

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De Anónimo a 06.12.2025 às 18:18

O que está em curso é um grande processo de manipulação e destruição da sociedade. Os adultos estão a desaparecer.

Merece a atenção por parte de todos nós, chamou-me a atenção. Mas em Portugal alguém quer saber do que acontece se isso não os afetar diretamente ou se não forem eles a escrever sobre isso!
Você quer saber?

São todos tão fraquinhos, pode-se aplicar à maior parte dos textos que vemos nos blogues. O que escrevemos deve ter utilidade. Além disso política já é muito falado nas TVs. Não precisamos mais. Precisamos de outros assuntos.

A fazer troça dos portugueses há vários. Mas alguns terão razão pois os portugueses são uma parte importante do problema. Certamente saberá que gostam muito de palhaçada e futebol. Veja também como brincam com o telemóvel como se fossem crianças.
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De José a 06.12.2025 às 19:10

O momento é de transição estrutural para algo indefinido e que vemos com grande apreensão. Quem vem de décadas anteriores fica de boca aberta, o problema é que precisamos descobrir onde e em que falhamos, pois nem tudo se reduz a maus governantes e maus políticos. A era da globalização está a dar cabo de nós, ainda assim não creio que seja uma questão de maturidade ou de grupo etário. É de exposição e reacção face à exposição a questões mais abrangentes.
Sobre os blogs, não os vejo actualmente em destaque, foram substituídos por outras ferramentas com maior potencial de propaganda. Da minha parte uso como arquivo, não tenho pretensão em liderar debates ou propostas. Não sei se é saudosismo, se o gosto apenas pela escrita. Os debates deixaram de ser úteis, no caso português, a partir do momento em que os próprios jornais aderiram ao formato, com a desvantagem de os colocarem parcialmente fora da linha oficial das publicações, designadamente qual o formato principal é o papel. A moda actual parece ser o Tik Tok e o Podcast.
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De José a 06.12.2025 às 19:35

Devo esclarecer que a minha postura não é de desinteresse, apenas optei aqui por um registo simples, já participo de dezenas de outras discussões, nomeadamente científicas e de políticas públicas, em que procuro acrescentar conhecimento e ajudar nas discussões.

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