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A situação política e social portuguesa merece atenção por parte do governo, da oposição e de todos nós. Desde logo pela subversão das candidaturas à Presidência da República, que mais parecem candidatos a uma qualquer comissão de festas pelo país fora, mas já lá vamos.
O tema central do momento é a greve geral, que o governo menospreza, na verdade goza, assumindo-se como dono da razão, desvirtuando o que não fazia parte do programa eleitoral e prometendo que, assim, o salário mínimo vai chegar a 1500 euros. A concretizar-se, metade dos emigrantes regressam ao país e levam Montenegro em ombros. Quando o Chega entrar na espiral descendente, que é inevitável, quero ver se Montenegro continuará a fazer troça dos portugueses.
Mas não se pense que o Partido Socialista andar melhor. José Luís Carneiro é o líder administrativo, António Costa, que na Europa é uma nulidade, na sombra continua a dirigir o partido. Não tenho nada contra António José Seguro, mas sempre ficou claro que não tem perfil para candidato à presidência. A narrativa da transparência e isenção não serve para nada, é politicamente frouxo, o que motivou que Costa lhe tivesse passado a perna. O candidato natural do PS seria António Guterres, mas nessa eventualidade até Costa queria a maior fatia do bolo.
O surgimento de candidatos que não dizem ser do partido A ou B, mas isso é conversa para boi ouvir, mostrou que é necessário repensar a lei eleitoral. Vimos muito alarido para mudar a Constituição, mas geralmente para desviar a atenção ou por falta de melhores propostas. Por ser o mais preparado e ter a máquina do PSD ao serviço, e saber mexer os cordelinhos, Marques Mendes vencerá a primeira volta. O sr almirante torpedeiro não é moldado para o cargo, apenas se acha. Diz ser apartidário, mas está claramente a querer motivar o eleitorado do PS e parte da AD. O facto de não estar na política somente significa que não tem preparação para o cargo. Sobre Seguro já falei. Ser boa pessoa é insuficiente. Ventura é o oportunista de sempre, não quer ser coisa nenhuma, mas quer aparecer para baralhar tudo. E Cotrim é o bem falante, com apoios de certas castas, mas que não tem condições de ser o segundo mais votado.
São todos tão fraquinhos que o ideal era não eleger nenhum. A ideia do voto útil pode favorecer Marques Mendes, na primeira e segunda volta. Fica difícil adivinhar com quem disputará essa segunda volta. Não creio que a questão do voto útil pese tanto. No meu caso o voto útil apenas significa que não votarei em Ventura. Respeito o eleitorado, mas o candidato é um mero predador com interesses próprios, não é o país que lhe interessa. A propósito disso, é incrível como os candidatos surgem mais com perfil de governo e menos de presidente. Não creio que desconheçam a Constituição.
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