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Antes do chamado dia de reflexão que antecede a votação para a eleição do futuro, hoje celebra-se o Dia da Insatisfação. Vão dizer maravilhas quanto à forma cordial do ambiente de campanha eleitoral, mas é tudo para inglês ver. A cordialidade da campanha foi tanta que os candidatos não debateram temas relacionados ao cargo. Concordam comigo que parece ter ocorrido uma campanha para o lugar de primeiro-ministro ou, quem sabe, para a presidência da Assembleia da República, mas sobre o que importa zero. O facto resultou (ou é resultado) em grande número de candidatos, mas sem qualquer proposta clara. A estratégia de Ventura é a vencedora. Outros a seguiram, mas o focar em temas do governo e não da Presidência da República favorece a agenda de André Ventura.
Estamos quase nas vésperas da abertura das mesas de voto e a única certeza é que não votarei em André Ventura, no almirante, em Catarina Martins, no Pestana e mais uns quantos. A outra certeza é de votar. Poderia votar em branco, será favorecer os candidatos que rejeito. A falta de qualidade dos candidatos é impressionante. Marques Mendes escancarou o seu lado de facilitador e rei das negociatas. Seguro pode ser boa gente e ter uma estratégia, mas é muito sem sal. Cotrim entrou com imagem pura e casta, o problema dele bem são as acusações pendentes, é a linha de actuação. O tal do algodão não engana. Ventura só engana os especialistas do Facebook ou das minis pela madrugada. Amanhã saberemos que primeiro volta teremos.
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