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Fico parado em repouso
O Inverno esconde as paixões
Precisa mais do que um saco cama
Até o silêncio é cortante
Sopra como o vento no planalto
As giestas no mato é que gostam de frio e chuva
Eu preciso de luz e ternura no caminho
Contam-me algumas histórias
Segredam as divergências políticas
E algumas das utopias familiares
Escuto com a gentileza de sempre
Ainda assim apenas rimo na hora do café
Tem dias em que as mesas estão cheias
E algumas almas lembram-se da felicidade
Deixo-me estar empoeirado da cinza
O fogão a lenha traça um rasto de fumo no horizonte
Nem o vejo na sua definição
Fico parado e contemplo
Escuto os anos que passaram
A minha saudade é sempre pela distância
Tudo mais é memória e alguns fragmentos de reconhecimento
Dou razão aos ciclos que se completam
Aceito tudo o que consegui nada luta
José Gomes Ferreira
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