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O vento sopra nas laterais
Como a saudade nomeada
Tão presente nos dias correntes
E na espera longa do abraço
Sopra o vento e o cálculo é interrompido
Os murmúrios escolhem o silêncio
Tal como os pensamentos que dão a volta ao coração
Escutam-se as rajadas no céu azul
O abanar das árvores e as folhas soltas na calçada
Os pássaros não se lamentam
Alimentaram-se mais cedo
Quem sabe foram à missa de domingo
O que mais se escuta é o olhar que penetra na distância
A audição da memória trazida por uma criança
No encalço são lançadas algumas vozes dos vizinhos
Surgem como orquestração de fundo
Não se decifram na definição de calmaria
Sopra o vento e a consciência tranquiliza
Espalha alguns desígnios pela superfície da Terra
José Gomes Ferreira
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