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Amor é o nosso querer

por José, em 14.02.24

Desfazendo equívocos
Não permitindo alucinações
Amor é sintonia
Não é o meu querer
Não é o teu querer
É um ente maior
Não é faz de conta
Muito menos fantasia
Fruto da imaginação
Impulso de quem se desalinha
Amor não nasce em um só coração
É o encolher da barriga
Brilho do rosto e tentação
Amor é o nosso querer
A magia que resulta da interacção

José Gomes Ferreira

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publicado às 10:43

Dia de São Valentim

por José, em 13.02.24

São Valentim por ti me perdia
Se fosses para os lados do mar
Só que amanhã é outro dia
E qualquer dia é válido para amar

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:09

Purificação

por José, em 13.02.24

Soltei suspiros no escuro
Escutei o destino a soluçar
Para me libertar saltei muro
No instinto não consegui disfarçar

Se o meu coração soubesse
Que um dia ia te perder
Fizesse da vida o que fizesse
Nunca acabaria por ceder

Não reajo mais por espanto
Nem vou esconder-me no bar
É no silêncio que mais canto
Nao te quero assim perturbar

Tenho lágrimas a correr
Saídas do arremesso da proa
Porém não desisto do meu querer
Nem que para isso o diabo se roa

José Gomes Ferreira

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publicado às 21:58

Partir à condição

por José, em 12.02.24

Também eu corri minha mãe
Também eu emigrei
Parti sem certeza do meu país
Com o amor ao relento
Na expectativa de você estar bem

Também eu senti saudades
Guardei as lágrimas e resisti
Na crença de um dia regressar
E o céu será montanha
Lembranças que nunca perdi

Também eu parti à condição
E sem saber para onde ir
Passei noites sem dormir
Na vida nada vem sem luta
E sem a medida da ambição

Também eu parti minha mãe
Cruzei o oceano e a resposta
Deixei o mar me encantar
Tenho a voz do povo para ouvir
E muita história para escrever

José Gomes Ferreira

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publicado às 23:01

Sinopse

por José, em 12.02.24

O meu corpo está moribundo
Flácido das madrugadas
Escondido da luz e dos gostos
Esquecido por si mesmo
Imóvel na catarse de ventos

A minha cabeça separa-se em parcelas
Rebola com toda a exactidão
Aperta-se para espreitar o cosmos
Espreme o atrito das voltas
Ergue-se e diz-se presente

Também o meu coração não se inverte
Sobe ao topo das colinas e grita
Admira o semblante natural do quotidiano
Memoriza sonhos e calmas
Não abdica da sua ambição

Por detrás da escuridão sempre tem esperança
Dimensões para escolher e glorificar
Não somos apenas carne e materialidade
Encontramos o sonho ao espreitar o luar
Realizamos conquistas nos laços que se fortalecem

José Gomes Ferreira

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publicado às 19:29

Escolha do caminho

por José, em 12.02.24

Onde tenho memória encontro paz
Onde tenho um rio encontro vida
Um tenho uma árvore encontro harmonia
Onde escuto o canto dos pássaros tenho liberdade
Onde levo o meu coração espero o amor
Não receio a multidão, sobretudo quando se junta para lutar
Mas onde tiver silêncio sei escolher o caminho
Onde tiver palavras sei que não estou só

José Gomes Ferreira

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publicado às 17:11

25 de Abril sempre

por José, em 11.02.24

Aqui te chamo, aqui te alerto
Meu querido Abril
Aqui te venero, aqui te recordo
Não me submeto a ti
Pois a obra não terminou
Estaremos sempre em construção
Meu querido Abril
São muitos os enganos que te atribuem
E muitos os falsos profetas que te celebram
São muitas as promessas a realizar
Tal como as raízes que te encravam
Andam a querer vencer-te
Meu querido Abril
Andam a usar-te
Nasceste colectivo e intencional
Fazem uso de ti como pedintes
Enchem a pança e a narrativa
Atacam-te por não distinguires dependências
Meu querido Abril
Não estou só nessa defesa
Estou do lado da liberdade e da esperança
Não te deixes vencer pela propaganda e soberba

José Gomes Ferreira

25 de Abril sempre Aqui te chamo, aqui te alerto M

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publicado às 14:47

São Valentim

por José, em 10.02.24

São Valentim tão debruçado
Leva amor onde mais falta
Não mistures negócio com pecado
O desejo é a felicidade da malta

José Gomes Ferreira

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publicado às 21:25

Acorda para ficar

por José, em 10.02.24

Não aturo os teus clichés
O teu ritmo para para impressionar
Os lugares para sair da janela
O gosto em ser vista

Acorda para ficar
É diferente a minha cadência
E toda a minha abordagem
Quero apenas correr no teu abraço

Acorda para ficar
Não é preciso fingir
Nem fazer de conta que não me conheces
Só existe amor se a sintonia completar o sentimento

Não adianta dizer que se ama
São palavras da boca para fora
A reciprocidade não se explica
Deixa-se nos anos para contar

Acorda para ficar
Não precisamos agradar aos outros
Pior é se cada um se envergonhar
O importante é a construção

José Gomes Ferreira

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publicado às 14:55

O clima está a mudar, porra

por José, em 09.02.24

O clima está a mudar
Mas tu não queres acreditar
Achas que foram os aviões
Que lançaram idiotas das nuvens
Achas que o clima sempre mudou
E as desgraças não são de hoje
O clima está a mudar
Mas tu só acreditas nas redes sociais
Achas que a ciência sempre esteve errada
Na verdade achas que és o único que está certo
O clima está a mudar
Não precisa de mais evidências
Mas tu continuas a acreditar na bola de cristal
Na supremacia da subjectividade em cativeiro
Deixa de manipular outras consciências
De fazer propaganda à pestilência congénita
O clima está a mudar, porra
Deixa de falar que como parlamentar que não sabe o que diz
E de um profeta que vende a alma por um punhado de petróleo

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:27

Solução milagrosa

por José, em 09.02.24

Podem existir acontecimentos inexplicáveis
Nada garante que acontecem connosco e nos beneficiam
Acreditar em milagres não aumenta a esperança
Revela a nossa resignação face aos obstáculos a enfrentar
E a nossa confiança em acções incertas
Não existe mais a palavra de honra
E quando existia muitas vezes não era cumprida
Religião, política e negócios procuram apenas cativar interessados
Acreditar que vão mudar a nossa vida é inocência ou má decisão
Também o amor começa por uma dança de sedução e nem sempre corre bem
Outras vezes é uma disputa para dar visibilidade ao acto de conquista

José Gomes Ferreira

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publicado às 16:02

Novo caminho

por José, em 08.02.24

Chama a democracia camarada
Diz-lhe para trazer a liberdade
O desenvolvimento não surge do nada
É construído com trabalho e verdade

Chama o povo a participar
Vamos juntos para a rua
Vamos ensiná-lo a lutar
E acabar com tanta falcatrua

Vamos cuidar da terra da gente
E construir um novo país
O clima está ficar muito quente
Precisamos de novos ideais

Nada se consegue sem esforço
E espírito de união para a vitória
Se até o almoço merece reforço
Um novo caminho é digno de glória

José Gomes Ferreira

* Não sou muito abrileiro (sou o suficiente), mas sempre defenderei a democracia. 

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publicado às 23:43

Recomeço

por José, em 08.02.24

Sacudo a poeira por instantes
Necessito do relaxamento das camélias
Do canto dos pássaros escondidos nas figueiras
Do aroma a Serra com lustre na paisagem
Necessito mover o corpo para o silêncio
Esquecer as inquietações e preces
Estão em curso novos desafios
Sacudo também as orações
Faz muito tempo que sigo só
Na verdade somente no amor segui lado a lado
As orações é para quem as escolhe
Prefiro escolher o diálogo com a consciência
Enfrentar-me todos os dias como quem renasce
Sacudo a vaidade da trajectória
Recomeçar é redescobrir novos paradigmas
Andar por novos mistérios para me surpreender
Peço ao destino que me dê saúde e forças
Não vá a incerteza castigar a letargia

José Gomes Ferreira

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publicado às 20:14

Rectângulo

por José, em 08.02.24

Uma cadeira só no fundo
Um lugar para escutar
Amparas por todo lado
Vácuo para inverter o exterior
Estarei aqui de ouvidos
De lábios ternos e soletrados
Para um ensaio de silêncio
E ninguém roubar o lugar a ninguém
Caminhar a par não é competir
Não é necessário ligar as luzes
Apenas respirar o suficiente
Sair fora do ritmo das máquinas
Usar a criatividade corporal
Mas sem expor qualquer minuto de exercício
É suficiente mostrar sentir e querer
Como mostrar resistir e optar
A procissão não vai no adro
Importa escolher não abraçar a multidão por conluiu
A multidão deve ter um efeito transformador
Já nos chegam as histórias dos apóstolos e de reis predestinados
Faz-nos falta a sintonia por complementaridade
A supremacia das bestas é a redução do cosmos à individualidade

José Gomes Ferreira

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publicado às 12:03

Desdenhar

por José, em 07.02.24

Tem maldade em quase todas as observações particulares
Desdenhar faz parte da moldura humana
Se falamos dos nossos problemas
Facilmente nos intitulam de queixinhas
Se queremos debater a raiz dos problemas
Somos mais chatos que a sogra do padre
Se contamos sobre as nossas conquistas
Ah! Nesse caso somos uns grandes gabarolas
Se juntamos algum dinheiro a coisa também não é bem vista
Certamente não ganhámos aquele dinheiro a trabalhar
Se damos o exemplo de um vizinho
É sinal que passamos a vida a criticar a vida alheia
Se por infelicidade não temos trabalho
Somos certamente preguiçosos, pois trabalho não falta

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:34

Tempo que não volta atrás

por José, em 06.02.24

Tem muita gente que quer voltar atrás
Pensa que folha seca pode esverdear
Acredita que coração ferido pode amar
Está convencida que paternalismo é protecção

O que já foi sombra virou lenha
O que já produziu frutos produz utopias
O que alimentou famílias é terra rasa
O que já foi baloiço é vazio no ar

As ideias respeitam o calendário
Nada dá certo fora de tempo e com outros protagonistas
A sociedade pode ser um palco para representação
Mas nada se repete para aplauso

José Gomes Ferreira

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publicado às 23:24

A minha rua

por José, em 06.02.24

A cidade transforma-se de gente
Com notícias de degradação e violência
Mortes prematuras causadas por armas
Tragédias à margem de quem nos governa
Ainda assim o coração do bairro permanece indiferente
A minha rua ocupa-se de gente
Vizinhos que interrompem a caminhada para dialogar
Cães que ladram atrelados aos donos
Vendedores ambulantes de fruta, gás, água e ovos
Homens de pregão no peito a venderem picolés
Entregadores de comida e encomendas
Carros que passam sem parar
Crianças a brincarem às escondidas
A rua é ainda a sala de estar de muitas casas
O pátio e o jardim de porta aberta
A minha rua é ainda a esperança de que tudo dê certo

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:54

Nocturnos

por José, em 06.02.24

Durmo sempre com as estrelas
E com o coração ao redor
Com pressa de conhecer o cosmos
E desvendar o mistério da observação
Durmo com corpo atravessado
Sempre em delírio pela chegada da manhã
Não é a consciência que me tira o sono
É a vontade de percorrer outros lugares
Durmo impaciente e sem regras
Como quem espera o amor que tarda em chegar
Conto também algumas histórias e espreito a Lua
Dou atenção a cada canto, a cada raio de luz
Ando às voltas até ser manhã e os pássaros me chamarem
Nesse instante deixo descansar o corpo
Não preciso de muitos minutos para recomeçar
Apesar disso não contenho o movimento
Vivo em dose dupla na perspectiva da superação

José Gomes Ferreira

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publicado às 15:56

Mãe só temos uma

por José, em 05.02.24

Não sei se interpreto todos os sinais
Talvez a minha função seja apenas escutar
Caminhar lado a lado no corrimão da história
Sempre na expectativa que o caminho ainda seja longo
E a lucidez não traga desvios no percurso
Não sei se memorizo todas as actividades
E guardo os nomes em função da cooperação e asseio
Talvez deva interpretar como saudade o impulso para prolongar os diálogos
E nada me faça querer que se possa revezar no medo da despedida
Pouco me traz o entendimento a não ser esse gesto que revela os laços
Sabemos como a vida se extingue lentamente
E como é importante o amor que se sente nos braços
Tudo mais quero que não tenha fundamento
E possa contar muitos anos na sua companhia
Ainda que seja na ligação do telefone
E na utopia do coração com entrega incondicional

José Gomes Ferreira

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publicado às 22:04

Orgulho bichoso

por José, em 05.02.24

Não me regalo com o orgulho bichoso
Anda tanta gente vaidosa no corredor da igreja
Provavelmente em igual quantidade à que percorre os corredores dos centros comerciais
Gosto de carinho de essência e semblante de luta
De coração que se pode admitir num retrato
Pois está lá a sua honra e espírito de luz
Os corpos perfumados são para noites de amor
Também gosto, mas não troco pelo desenrolar de argumentos
A fartura está na paz e entrega ao céu
Gosto de teatro, mas a ilusão não comporta o que quero

José Gomes Ferreira

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publicado às 18:45



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